novembro 28, 2011

O fel do tempo

Ontem te senti na brisa mansa que trouxe junto o perfume do seu xampu.
Deixou-me totalmente irrequieto.
Lembrei-me de seus banhos demorados.
Seus beijos molhados.
Sua nudez desavergonhada.
Seu cabelo desfeito na água corrente.
Seu carinho efervescente, buliçoso.
Seu amor úmido.  
Provei o fel da  inconstância do tempo.

Um comentário:

  1. Olá meu querido!!!!Parabéns pela crônica..muito linda...aliás, parabenizo-te por todos os teus escritos..adoro quando você atualiza teu blog..Forte e carinhoso abraço e boas inspirações para você!!!!

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